Capital do Egito investe em transporte sustentável

12:56 Posted by espeditojr


Capital egípcia concentra metade do parque automobilístico do país/Foto: Gaspa

A desordem no transporte público é uma antiga característica do Cairo, capital do Egito, onde vivem cerca de oito milhões de habitantes. No entanto, esta realidade tem mudado graças a chegada dos 200 primeiros ônibus movidos à gás natural na cidade.
Até então, a qualidade dos ônibus que circulavam no Cairo era a pior possível. Agora, além do conforto, uma vez que os novos modelos contam até com ar-condicionado, os veículos recém-implantados reduzirão a chance de acidentes (cena comum na conturbada capital egípcia), além de poluírem menos o meio ambiente - pois o gás natural é menos prejudicial do que o diesel.

O governo espera colocar 1,1 mil novos ônibus movidos à gás natural nas ruas do Cairo até 2012, quando o projeto de reforma do transporte público municipal da cidade estiver concluído. O motorista Mustafa Ali, que tem 26 anos de experiência, afirmou à agência EFE que "a tarefa de manter a qualidade dos veículos em bom estado cabe a cada cidadão". Estima-se que sejam registrados cerca de 20 milhões de deslocamentos diários ns capital do Egito, na qual está concentrada metade do parque automobilístico do país.

Energia eólica compete com usinas a gás na União Europeia

12:46 Posted by espeditojr


Em 2009 foram gerados 10 gigawatts através da nova capacidade instalada de energia eólica, contra 7 das novas usinas de gás/Foto: blackheartking.com (xtyler)

A quantidade de energia gerada este ano por novas turbinas eólicas na União Europeia será a mesma daquela produzida por novas usinas movidas a gás, de acordo com a Associação Europeia de Energia Eólica, um grupo ligado à indústria.
“É muito cedo para dizer se haverá, a exemplo dos últimos três anos, mais capacidade instalada de energia eólica do que das outras tecnologias geradoras este ano, mas está claro que a energia eólica estará competindo pelo primeiro lugar com as novas usinas movidas a gás”, afirmou ao jornal The New York Times o chefe executivo da associação, Christian Kjaer.
As usinas de gás natural ultrapassaram as instalações eólicas na Europa em 2006, com 20 gigawatts de nova capacidade instalada comparados a 9 giga, de acordo com os relatórios da associação. Mas a distância ficou mais estreita no ano seguinte e, por volta de 2008, a capacidade instalada de energia eólica ultrapassou a das usinas de gás pela primeira vez.
Em 2009 foram gerados 10 gigawatts através da nova capacidade instalada de energia eólica, contra 7 das novas usinas de gás. Na segunda-feira (14), a associação previu que a união irá instalar este ano equipamentos eólicos que podem gerar mais 10 giga, capacidade que elevaria o total de geração de energia eólica na União Europeia para 85 gigawatts, contra 75 do ano passado.
As usinas a gás ainda lideram o ranking de fornecimento de energia na União Europeia em termos de capacidade geral instalada. Elas produziram 119 giga em 2007, de acordo com os últimos levantamentos disponibilizados pela Euroeletric, um grupo industrial que representa as provedoras de energia europeias. O setor ainda reclamou para os líderes locais sobre a política da União Europeia de promover a energia renovável.


Em pronunciamento oficial, Obama defende nova era de energia limpa e fim do petróleo

12:41 Posted by espeditojr

Para Obama, a dependência do petróleo deve chegar ao fim e dar início a uma nova era de energia limpa e renovável.

Em um pronunciamento oficial feito nesta terça-feira, 15 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu obrigar a British Petroleum a pagar pelos estragos causados por sua "imprudência" no vazamento de petróleo no Golfo do México e demonstrou sua indignação com o maior desastre ambiental da história. Mas o maior destaque do comunicado foi o comprometimento de Obama em abandonar a dependência do petróleo e migrar o país para um sistema de energia limpa e renovável nos próximos anos.
No discurso televisionado diretamente do Salão Oval, na Casa Branca, o presidente norte-americano afirmou que vai instruir os funcionários da BP a oferecer os recursos que forem necessários para compensar os trabalhadores e empresários prejudicados pelo incidente. "Vamos lutar contra esse vazamento com tudo o que temos, pelo tempo que for preciso. Vamos fazer com que a BP pague pelo estrago que sua companhia causou", assegurou.
O presidente ainda se comprometeu a investir na restauração ambiental do Golfo do México que já vinha sofrendo com a degradação antes mesmo do vazamento de petróleo, com danos causados pelos furacões Katrina e Rita, além dos descuidos ambientais local.
A resposta de Obama à pior catástrofe ecológica dos Estados Unidos terá implicações não apenas para a gigante de energia britânica BP, mas para o futuro das perfurações norte-americanas em alto mar. O presidente anunciou que não suspenderá uma moratória de seis meses para a exploração de petróleo em águas profundas do país até que as causas da tragédia sejam conhecidas.
“O momento de abraçarmos um futuro de energia limpa é agora”
Além de lembrar a responsabilidade da BP sobre o ocorrido e garantir os esforços para evitar novos desastres, Obama aproveitou o pronunciamento para criticar a dependência americana do petróleo e reforçar suas intenções de migrar o sistema energético do país para fontes limpas e renováveis.
Obama lembrou que os Estados Unidos consomem 20% de toda a produção mundial de petróleo, mesmo tendo em seu território apenas 2% das reservas e como, mesmo com todas as precauções, é impossível acabar com os riscos inerentes à extração do combustível fóssil.
“O petróleo é uma fonte finita. Por décadas nós falamos sobre como os dias de petróleo barato, fácil e acessível estavam contados. Por décadas nós falamos na necessidade de acabar com a dependência histórica da América dos combustíveis fósseis. E por décadas nós falhamos no senso de urgência que esse desafio requer”, reforçou o presidente.
Em outro trecho do discurso, Obama citou indústrias chinesas que estão investindo em produção e tecnologias verdes que “deveriam estar na América” e como “a tragédia que está ocorrendo na costa é o lembrete mais doloroso e poderoso de que o momento de abraçarmos um futuro de energia limpa é agora”.
Ele ainda reforçou que, mesmo conhecendo as barreiras de tempo e investimentos que uma transição como esta requer, muito já foi feito no último um ano e meio e que os custos em longo prazo para a economia, a segurança nacional e o meio ambiente são muito maiores. Ele ainda lembrou que já existe um movimento forte a favor das mudanças.
“Fábricas velhas estão reabrindo para produzir turbinas eólicas, as pessoas estão voltando a instalar janelas com eficiência energética e pequenas empresas estão fazendo painéis solares. Os consumidores estão comprando carros e caminhões mais econômicos e as famílias estão construindo suas casas com maior eficiência energética. Cientistas e pesquisadores estão descobrindo novas tecnologias de energia limpa que um dia conduzirão a industrias totalmente novas”, disse no discurso.
Por fim, Obama lembrou que após a recessão econômica, a transição para uma energia limpa tem o potencial de estimular a economia e criar milhões de novos empregos. Ele disse que estava aberto a ideias de democratas e republicanos para reduzir a dependência norte-americana do petróleo, mas insistiu, "a única abordagem que não vou aceitar é a falta de ação".

Sanyo apresenta módulo fotovoltaico mais eficiente do planeta

12:38 Posted by espeditojr

A Sanyo anunciou na terça-feira, 15 de junho, a fabricação de um módulo fotovoltaico capaz de converter 20,7% da luz solar incidente sobre o painel – índice sem precedentes no mercado. Com isso, o objeto se torna o mais eficiente da categoria e promete desbancar os concorrentes.
Batizado de HIT-N230, o módulo se destaca por estar bem acima da média de eficiência dos demais painéis comerciais – que varia entre os 5% e os 18% de conversão. Ele deve ser lançado oficialmente no Japão, no segundo semestre de 2010.
Para conseguir o feito, a gigante japonesa aumentou de dois para três o número de separadores do painel e os deixou mais leves. A empresa ainda utilizou uma nova tecnologia de vidro revestido que cria "armadilhas de luz", ou seja, reduz os índices de reflexão e dispersão da luz.
Aumento da produção
Além de anunciar seu novo produto, a Sanyo informou que irá aumentar a capacidade de produção de suas fábricas em Kaizuka e Ohtsu, no Japão. O objetivo é suprir a demanda de painéis fotovoltaicos do país, em crescente expansão.
Juntas, as fábricas vão passar a produzir 290 MW, um aumento de 215% em comparação à produção atual de 135 MW. A expansão deverá ocorrer até março de 2011 e irá abastecer os mercados do Japão, Europa e Estados Unidos.
Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/sanyo-apresenta-modulo-fotovoltaico-mais-eficiente

Estádios da Copa de 2014 terão que se adequar a selos verdes

12:33 Posted by espeditojr

Futuro Vivaldão, em Manaus, com espaço para 60 mil torcedores/Foto: Divulgação
Estádios em construção para a copa de 2014 que quiserem apoio financeiro do BNDES terão que atender exigências ambientais do Ministério do Esporte.
Os requisitos básicos para o uso de financiamento do banco são aproveitamento da água de chuva nos banheiros e nos gramados, coleta seletiva de lixo, otimização da ventilação e da iluminação naturais, reciclagem do material de demolição e uso de biocombustíveis.
Até o momento, quatro dos 12 estados que sediarão o Mundial já procuraram o BNDES: Amazonas, Bahia, Ceará e Mato Grosso. Cada um pode conseguir até 400 milhões de reais em financiamento, mas terão que apresentar certificados ambientais reconhecidos internacionalmente.
Segundo matéria da Folha On line, arquitetos responsáveis pelos projetos do mundial afirmam que a médio e longo prazos o investimento é compensado. Principalmente no uso de energia limpa dos poainéis fotovoltaicos.
O estádio de Belo Horizonte (MG), por exemplo, venderá para a energia solar produzida para a Ceming (Companhia Energética de Minas Gerais), e nos dias de jogos consumirá energia sem pagar pelo serviço à companhia.
Mas para ganhar os selos ambientais, as obras devem ser acompanhadas pelas agências desde o início da construção. Já que para a obtenção do certificado é preciso levar em consideração a escolha e até mesmo o transporte do material.
Os estádios devem custar mais caro
Os valores das construções dos estádios geralmente são superiores aos feitos sem levar em consideração a pegada de carbono. O estádio de Manaus, por exemplo, deve custar cerca de R$ 50 milhões a mais. Valor que terá retorno em sete a dez anos após as construções.
Os estádios de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Manaus (AM) e Salvador (BA), segundo matéria da Folha, buscam o selo americano Leed. O estádio de Natal (RN) ainda não informou que certificado irá requirir.
fonte:http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/estadios-da-copa-de-2014-terao-que-se-adequar-a

Brasil pode reduzir emissões de CO2 sem comprometer o desenvolvimento

20:49 Posted by espeditojr

Brasil pode reduzir em 37% emissões de CO2 sem comprometer o desenvolvimento
O Banco Mundial divulgou, em Brasília no dia 17 de junho, um estudo sobre cenários de desenvolvimento no Brasil a partir da diminuição das emissões de carbono entre 2010 e 2030.
De acordo com o levantamento, o país poderá reduzir os níveis brutos de gases de efeito estufa em até 37% e ainda assim manter os atuais índices de desenvolvimento, sem efeitos negativos sobre crescimento e empregos. Porém, para isso, serão necessários investimentos adicionais de R$ 44 bilhões por ano.
Cristophe de Gouvello, coordenador do Estudo de Baixo Carbono para o Brasil, explicou que o objetivo era pegar os planos de desenvolvimento brasileiros e ver se havia possibilidade de atingir metas diminuição das emissões de carbono, o que se apresentou possível. Sobre os altos valores de investimento, o Banco Mundial acredita que o custo de não agir para frear as mudanças climáticas pode ser ainda maior.
O relatório sugere ações de redução em quatro frentes:
- Energia;- Desmatamento e Agropecuária;- Transportes;- Manejo de resíduos.
O setor com maior potencial de redução de emissões é o de mudança de uso da terra, que inclui desmatamento e agricultura, responsável por 75% das emissões brasileiras de gases estufa. O Banco Mundial calcula que até 2030, com esforço adicional, o Brasil poderá reduzir a derrubada de florestas em 68% em relação à tendência atual. O custo seria de pelo menos US$ 157 bilhões em 20 anos.
Nos setores de energia e de transportes, as possibilidades de redução são menores por dois motivos: a matriz energética brasileira é considerada limpa e o país usa etanol na sua frota de veículos. No caso do setor elétrico, investimentos adicionais de US$ 344 bilhões ate 2030 poderiam evitar o lançamento do equivalente a 213 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.
"O grande desafio do setor energético é manter a matriz limpa. Os desafios no setor elétrico são permanentes. Ir além é difícil porque já se fez muito", afirmou Gouvello.
Investimentos
De acordo com o relatório, os investimentos devem ser compartilhados entre o governo e a iniciativa privada. "O mercado tem papel importante, mas não vai resolver tudo. São necessárias políticas públicas". A conta também deve incluir mecanismos internacionais de financiamento, que devem ser estabelecidos na negociação do clima da ONU para facilitar a transição para economias de baixo carbono, mais verdes.
Segundo o Diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, a consolidação desse cenário de reduções das emissões é um grande desafio em termos de planejamento e financiamento. Mas pode levar a resultados positivos para a economia, como o impulso no crescimento do PIB anual e crescimento do emprego.
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou que o país é um dos líderes mundiais nas negociações do clima. A redução de 37%, projetada pelo Banco Mundial, está dentro da margem do governo brasileiro, que prevê reduzir as emissões entre 36,1% e 38,9% até 2020. A proposta - apresentada durante a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro do ano passado, em Copenhague - até hoje não foi detalhada e não está claro como cada setor reduzirá as emissões.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4504561-EI238,00-Brasil+pode+reduzir+emissoes+em+sem+perdas+economicas.html

Leis de Crimes Ambientais

20:14 Posted by espeditojr

Entre os diversos crimes ambientais, destacam-se:
Matar animais "silvestres, nativos ou em rota migratória" (art.29) continua sendo crime. Entre esses animais encontram-se as espécies ameaçadas de extinção, tais como a ararinha-azul, o mico-leão-dourado e o boto cor de rosa. O fato não é considerado crime, se o abate for para saciar a fome da pessoa ou da sua família;

O comércio, o aprisionamento e o transporte destes mesmos animais também constitui crime (art.29, §1°, III), sendo a pena em ambos os casos de 6 meses a 1 ano de prisão, além de multa;
Passa a ser crime, além dos maus tratos, o abuso contra animais, assim como ferir ou mutilar um animal (art.17). Este artigo se refere não apenas aos animais silvestres, nativos e exóticos, mas também aos "animais domésticos ou domesticados" e sua pena é multa de 200 reais por animal, ou, se for uma espécie ameaçada de extinção, multa que varia entre 5 mil e 10 mil reais;

As experiências dolorosas ou cruéis em animal vivo, ainda que seja para fins didáticos ou científicos (como cobaia por exemplo), são consideradas crimes "quando existirem recursos alternativos" (art.17, § único) e o infrator incorre nas mesmas penas (multa) referentes aos maus tratos.
A exportação não autorizada de "peles e couros de anfíbios e répteis em [estado] bruto" (art.13) sujeita o infrator à multa de 2 mil reais, mais um acréscimo de 200 a 5 mil reais por espécime apreendido, conforme o grau de raridade do animal;

A caça às baleias, golfinhos e outros cetáceos é considerada crime ambiental (art.22) dentro do limite de 200 milhas do mar territorial brasileiro. O simples ato de "molestar de forma intencional" o cetáceo já se enquadra neste artigo, cuja pena é multa de 2.500 reais;

A prática de pichar, grafitar ou de qualquer forma sujar edificação ou monumento urbano, sujeita o infrator a até um ano de detenção;

Fabricar, vender, transportar ou soltar balões, é punido com prisão e multa.
Destruir, causar danos, lesionar ou maltratar plantas ornamentais é crime, punido por até um ano.
Quem dificultar ou impedir o uso público das praias estará sujeito a até cinco anos de prisão.

ANAMMA

20:03 Posted by espeditojr

A ANAMMA - Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente - é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou vínculos partidários, representativa do poder municipal na área ambiental, com o objetivo de fortalecer os Sistemas Municipais de Meio Ambiente para implementação de políticas ambientais que venham a preservar os recursos naturais e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.Fundada em 1986, em Curitiba, a ANAMMA tem desenvolvido ações voltadas para o fortalecimento municipal, ocupando lugar de destaque no Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama.

Nossos objetivos:

Congregar e representar o órgão ambiental do poder executivo dos municípios, harmonizando e veiculando seus interesses em assuntos relacionados com o meio ambiente.
Promover o fortalecimento dos Sistemas Municipais de Meio Ambiente - SISMUNAs, no âmbito do Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA.
Desenvolver a cooperação e o intercâmbio permanente entre os municípios, visando à troca de opiniões técnicas e experiências profissionais.
Intensificar a participação dos municípios na definição e execução da política ambiental do país, integrando os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Meio Ambiente - Conama.
Cooperar na captação de recursos necessários ao desenvolvimento pelos municípios de projetos atinentes ao meio ambiente.
Realizar congressos, encontros, simpósios, seminários, reuniões e cursos para estudo e debate de problemas vinculados aos seus objetivos.

Licenciamento Ambiental

19:49 Posted by espeditojr

O Licenciamento Ambiental é um Instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, que foi estabelecida pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. A principal função desse instrumento é conciliar o desenvolvimento econômico com a conservação do meio ambiente. A lei estipula que é obrigação do empreendedor buscar o licenciamento ambiental junto ao órgão competente, desde as etapas iniciais do planejamento de seu empreendimento e instalação até a sua efetiva operação.
O licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e possui como uma de suas mais expressivas características a participação social na tomada de decisão, por meio da realização de Audiências Públicas como parte do processo. Essa obrigação é compartilhada pelos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente e pelo Ibama, como partes integrantes do SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente). O Ibama atua, principalmente, no licenciamento de grandes projetos de infra-estrutura que envolvam impactos em mais de um estado e nas atividades do setor de petróleo e gás na plataforma continental. As principais diretrizes para a execução do licenciamento ambiental estão expressas na Lei 6.938/81 e nas Resoluções CONAMA nº 001/86 e nº 237/97. Além dessas, o Ministério do Meio Ambiente emitiu recentemente o Parecer nº 312, que discorre sobre a competência estadual e federal para o licenciamento, tendo como fundamento a abrangência do impacto.
A Diretoria de Licenciamento Ambiental é o órgão do Ibama responsável pela execução do licenciamento em nível federal. A Diretoria vem realizando esforços na qualificação e na reorganização do setor de licenciamento, e disponibiliza aos empreendedores módulos de: abertura de processo, atualização de dados técnicos do empreendimento, solicitação de licença, envio de documentos e boletos de pagamento de taxas do licenciamento em formato on line. Pretende-se que o sistema informatizado agilize os trabalhos e as comunicações inerentes ao processo de licenciamento e permita maior visibilidade e transparência para os processos de licenciamento em tramitação no Ibama.
Os principais documentos técnicos de um processo de licenciamento são:
• Requerimento – Caracterização do Empreendimento
• Termo de Referência
• Estudos Ambientais (EIA/RIMA, PCA, RCA, etc)
• Projeto Básico Ambiental (PAE, PGRS, PRAD, Programas de monitoramento, educação ambiental, etc).

Assim sendo, conclui-se que o licenciamento ambiental é o instrumento que o poder público possui de controlar a instalação e operação das atividades, visando preservar o meio ambiente para as sociedades atual e futura.

Lei Orgânica Municipal

19:39 Posted by espeditojr


A LEI ORGÂNICA MUNICIPAL é a norma pela qual se regerá o Município, respeitados os princípios da Constituição Federal e da Constituição do respectivo Estado. É também denominada “Constituição do Município” e é elaborada pela Câmara Municipal.
A Lei Orgânica é uma lei genérica, de caráter constitucional, elaborada no âmbito do município e conforme as determinações e limites impostos pelas constituições federal e do respectivo estado, aprovada em dois turnos pela Câmera dos Vereadores, e pela maioria de dois terços de seus membros.
No âmbito municipal a Lei Orgânica foi aprovada seis meses após a promulgação das constituições estaduais, que por sua vez tiveram um prazo de um ano para serem aprovadas, depois da promulgação da Constituição de 1988.

Plano Diretor

19:22 Posted by espeditojr

Para poder planejar é preciso saber onde se quer ir. O plano diretor deverá definir o caminho a ser seguido.

O Plano Diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento do Município. Sua principal finalidade é orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população.


Por que fazer o Plano Diretor ?
Por exigência constitucional, para municípios com mais de 20.000 habitantes, o plano objetiva uma melhor qualidade de vida para todos.


Como é feito ?
Por iniciativa do Prefeito, discussão com a comunidade, para ser transformado em lei pela Câmara Municipal


Quem participa ?
O Prefeito Municipal
A população
A Câmara Municipal


O que proporciona?
O plano reflete os anseios da comunidade e indica os caminhos para uma cidade melhor.


O que se espera do Plano Diretor?Que proponha meios para garantir e incentivar a participação popular na gestão do município
Que aponte rumos para um desenvolvimento local economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente equilibrado. Que proponha soluções para a melhoria da qualidade da gestão pública local, tornando-a mais apta a utilizar os recursos públicos e a prestar melhores serviços à população. Que apresente diretrizes e instrumentos para que os investimentos em saneamento, transporte coletivo, saúde, educação, equipamentos urbanos, habitação popular sejam adequadamente distribuídos e beneficiem toda a população. Que proponha diretrizes para proteger o meio ambiente, os mananciais, as áreas verdes e o patrimônio histórico local.


Plano diretor é um documento que sintetiza e torna explícitos os objetivos consensuados para o Município e estabelece princípios, diretrizes e normas a serem utilizadas como base para que as decisões dos atores envolvidos no processo de desenvolvimento urbano convirjam, tanto quanto possível, na direção desses objetivos. (SABOYA, 2007, p. 39)

Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU

18:16 Posted by espeditojr



da Reuters, em Abidjan
A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira (22).
"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.
O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.
Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.
A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."
O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.
Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.
"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas."

Acordo de Copenhague aumentará CO2, diz estudo

18:13 Posted by espeditojr

CLAUDIO ANGELOEditor de CIÊNCIA
Um grupo de pesquisadores da Alemanha acaba de pôr em números algo que todo mundo já sabia: o Acordo de Copenhague é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam, ele pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e com elas os termômetros.
A conta foi feita por Joeri Rogelj, Malte Meinshausen e colegas, do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, e publicada na edição de hoje do periódico "Nature".
Os cientistas se basearam nas promessas de corte de emissões feitas até o último dia 13 por 76 países que aderiram ao acordo, produzido na cúpula do clima de dezembro passado.
A conferência na Dinamarca terminou sem um acordo global e legalmente vinculante de corte de emissões de gases-estufa para o período 2013-2020. Produziu um documento frouxo, sem metas de longo prazo, no qual os países anotariam seus compromissos voluntários de redução para 2020.
"Como não sabíamos que propostas os países inscreveriam, não tínhamos como saber qual seria o nível real de ambição do Acordo de Copenhague", disse Meinshausen à Folha. "Sabemos agora, e ele calha de ser inadequado para cumprir a meta de 2ºC."
Os alemães inseriram os valores mínimos e máximos das propostas num modelo computacional de resposta do clima a emissões de origem humana.
A conclusão é que, se o acordo for seguido, o mundo chegará a 2020 com emissões anuais de 47,9 bilhões a 53,6 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (a soma das emissões de todos os gases-estufa "convertidas" em CO2).
No entanto, para ter uma chance igual ou maior do que 50% de manter o aquecimento num máximo de 2ºC -nível considerado seguro, as emissões anuais máximas teriam de ser de 44 bilhões de toneladas.
Deixa que eu deixo
A trajetória insustentável do acordo se coloca por duas razões. Primeiro, o voluntarismo do texto faz os países inscreverem como metas aquilo que demanda o menor esforço. Japão e Noruega são os únicos países ricos que apresentaram propostas nos valores recomendados pelo IPCC (painel do clima da ONU), de corte de 25% a 40% no CO2 em relação aos níveis de emissão de 1990.
Depois, por sua natureza jurídica frouxa, o acordo não proíbe o uso de créditos de carbono em excesso gerados pelo Protocolo de Kyoto. Meinshausen estima que haja 12 bilhões de toneladas de gás carbônico em créditos "ocos", ou seja, que não corresponderam a um esforço de redução de emissões -são apenas um truque contábil de Kyoto para facilitar o cumprimento das metas.
O modelo dos alemães estima que esses "buracos" no acordo dão uma chance maior do que 50% de que o aquecimento ultrapasse os 3ºC em 2100. "Se nos próximos dez anos o Acordo de Copenhague for tudo o que temos, então teremos travado o mundo numa trajetória de emissões relativamente alta até lá", diz Meinshausen. "Emitir 48 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020 é o mesmo que correr na direção de um penhasco e torcer para parar na beirinha."

Emissões de CO2 ampliam acidificação dos oceanos

18:04 Posted by espeditojr


da France Presse, em Washington


As emissões de dióxido de carbono (CO2) contribuem para um incremento sem precedentes da acidificação dos oceanos, com consequências imprevisíveis a longo prazo para a vida marinha, revela um estudo publicado nesta quinta-feira.
A modificação química dos oceanos é um problema mundial e crescente, destaca um relatório encomendado pelo Congresso e realizado pelo National Research Council (NRC), com o apoio da Academia Americana de Ciências.
Sem uma redução substancial das emissões de CO2 procedentes das atividades humanas e sem outro tipo de controle sobre este gás que provoca o efeito estufa, os oceanos ficarão cada vez mais ácidos, adverte o relatório.
Apesar de as consequências a longo prazo da acidificação dos oceanos sobre a vida marinha ainda serem desconhecidas, pode-se esperar a modificação de numerosos ecossistemas, destaca o NRC.
Os oceanos absorvem aproximadamente um terço das emissões de CO2 procedentes de atividades humanas, como a queima de hidrocarbonetos e de carvão, a produção de cimento e a devastação florestal, segundo o NRC.
O CO2 absorvido pelos oceanos reduz o pH da água, provocando uma série de alterações químicas descritas como acidificação.
Pesquisas com vários organismos marinhos revelam que a redução do pH dos oceanos afeta processos biológicos como a fotossíntese, a absorção de nutrientes, e o crescimento, a reprodução e a sobrevivência de certas espécies.
Desde o início da revolução industrial, o pH médio das águas da superfície dos oceanos passou de 8,2 para 8,1, elevando a acidez.
Modelos informáticos preveem uma redução suplementar deste pH de 0,2 a 0,3 unidade até o fim do século.


Fonte: Uol

Epistemologia Ambiental

11:11 Posted by espeditojr


  • O que é ambiente? Como conhecemos e apreendemos o ambiente? Em que princípios se funda um saber e uma racionalidade ambiental? A epistemologia ambiental procura investigar o que é o ambiente, esse estranho objeto do desejo de saber que emerge do campo de externalidade e de extermínio para qual foi enviado pelo logocentrismo e pelo círculo de racionalidade das ciências. O ambiente não é a ecologia, mas a complexidade do mundo; é um saber sobre as formas de apropriação do mundo e da natureza através das relações de poder se inscreveram nas formas dominantes de conhecimento. A partir daí, abre-se o caminho para compreender a complexidade ambiental. O itinerário deste livro iniciou-se no encontro da epistemologia materialista e do pensamento crítico com a questão ambiental que emerge ao final dos anos sessenta como uma crise de civilização. Daí veio se configurando um pensamento epistemológico que tomou o ambiente como seu objeto de reflexão, encontrado em sua indagação que o ambiente sempre ultrapassa os códigos epistemológicos que tentam nomeá-lo, circunscrevê-lo e administrá-lo dentro dos cânones da racionalidade científica e econômica da modernidade. Este livro carrega as marcas desse caminho exploratório, no qual se vão delineando os limites da epistemologia da ciência normal para apreender o ambiente, ao mesmo tempo que vai construindo o conceito próprio do ambiente e configurando o saber que lhe corresponde. Nesse trajeto vai-se desdobrando uma epistemologia ambiental que parte da articulação de ciências para gerar um método e um pensamento do real, que desemboca num saber que vai além do conhecimento científico para problematizar a racionalidade modernizadora que provoca a crise ambiental.
  • Editora: Cortez
  • Autor: ENRIQUE LEFF
  • ISBN: 8524907681
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2002
  • Edição: 2
  • Número de páginas: 240
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

Enrique Leff

10:58 Posted by espeditojr




Enrique Leff é um economista mexicano. doutor em Economia do Desenvolvimento pela Sorbonne (1975), é professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e, desde 1986, coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Leff também é conhecido no Brasil como professor do Curso de Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná.Origem:
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Ministério do Meio Ambiente

11:02 Posted by espeditojr

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil foi criado com a denominação de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente, em 15 de março de 1985, no governo de José Sarney, através do Decreto nº 91.145.

Anteriormente as atribuições desta pasta ficavam a cargo da Secretaria Especial de Meio Ambiente, do então denominado Ministério do Interior, criada através do Decreto nº 73.030, de 30 de outubro de 1973.

Em 1990, no governo Fernando Collor de Mello, o Ministério do Meio Ambiente foi transformado em Secretaria do Meio Ambiente, diretamente vinculada à Presidência da República. Esta situação foi revertida pouco mais de dois anos depois, em 19 de novembro de 1992, no governo Itamar Franco.

Em 1993, foi transformado em Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal e, em 1995, em Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, adotando, posteriormente, o nome de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente.

Em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, retornou à denominação de Ministério do Meio Ambiente.

Responsabilidades:
Política nacional do meio ambiente[1]
Programas ambientais para a Amazônia Legal
Política dos recursos hídricos
Políticas de preservação, conservação e utilização sustentável de ecossistemas, biodiversidade e florestas
Políticas para a integração do meio ambiente e produção
Estratégias para a melhoria da qualidade ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais
Zoneamento ecológico-econômico


Órgãos Subordinados
Serviço Florestal Brasileiro (SFB)
Agência Nacional de Águas (ANA)
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ)
Companhia de Desenvolvimento de Barcarena (CODEBAR)

Atual ministro: Carlos Minc
Orçamento: R$ 2,74 bilhões (2007)
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_do_Meio_Ambiente

Escola de Frankfurt

10:40 Posted by espeditojr

Fundação da Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt foi fundada em 1924 por iniciativa de Félix Weil, filho de um grande negociante de grãos de trigo na Argentina. Antes dessa denominação tardia (só viria a ser adotada, e com reservas, por Horkheimer na década de 1950), cogitou-se o nome Instituto para o Marxismo, mas optou-se por Instituto para a Pesquisa Social. Seja pelo anticomunismo reinante nos meios acadêmicos alemães nos anos 1920-1939, seja pelo fato de seus colaboradores não adotarem o espírito e a letra do pensamento de Marx e do marxismo da época, o Instituto recém-fundado preenchia uma lacuna existente na universidade alemã quanto à história do movimento trabalhista e do socialismo. Carl Grünberg, economista austríaco, foi seu primeiro diretor, de 1923 a 1930. O órgão do Instituto era a publicação chamada Arquivos Grünberg. Horkheimer, a partir de 1931, já com título acadêmico, pôde exercer a função de diretor do Instituto, que se associava à Universidade de Frankfurt. O órgão oficial dessa gestão passou a ser a Revista para a Pesquisa Social, com uma modificação importante: a hegemonia era não mais da economia, e sim da filosofia. A Teoria Crítica realiza uma incorporação do pensamento de filósofos "tradicionais", colocando-os em tensão com o mundo presente.



Principais Filósofos da Escola de Frankfurt

Max Horkheimer

Max Horkheimer nasceu em 1885, Stuttgard, e faleceu em 1973. Como todos os intelectuais da Escola de Frankfurt, era judeu de origem, filho de um industrial - Mortitz Horkheimer -, e ele próprio estava destinado a dar continuidade aos negócios paternos. Por intermédio de seu amigo Pollock, Horheimer associou-se em 1923 à criação do Instituto para a Pesquisa Social, do qual foi diretor, em 1931 sucedendo o historiador austríaco Carl Grünberg.

Theodor Adorno

Theodor Wiesengrund Adorno nasceu em 1903 em Frankfurt, filho de pai alemão - um próspero negociante de vinhos, judeu assimilado - e mãe italiana. Cedo em sua vida intelectual, descobriu a obra de Kant por intermédio de seu amigo Kracauer, especialista em sociologia do conhecimento, que viria a se notabilizar com a publicação da obra De Caligari a Hitler, sobre as relações entre o cinema e o nazismo. Adorno vinha de um meio de musicistas e amantes de músicas e logo se orientou para a estética musical. Com o fim da Guerra, Adorno é um dos que mais desejam o retorno a Frankfurt, tornando-se diretor-adjunto do Instituto Para Pesquisa Social e seu co-diretor em 1955, com a aposentadoria de Horkheimer, Adorno torna-se o novo diretor.

Herbert Marcuse

Herbert Marcuse nasceu em Berlim numa família de judeus assimilados. Foi membro do Partido Sicial-Democráta Alemão entre 1917 e 1918, tendo participado de um Conselho de Soldados durante a revolução berlinence de 1919, na seqüência da qual deixou o partido. Estudou filosofia em Berlim e Freiburg, onde conheceu os filósofos e professores de filosofia Husserl e Heidegger e se doutorou com a tese "Romance de artista".

HORKHEIMER


Materialismo e Moral

- Neste trecho do ensaio de 1933, Horkheimer, fala da nessecidade de reunificar ética e política, sentimentos morais e transformação social.

Teoria Tradicional e Teoria Crítica

- Neste texto, de 1937, Horkheimer mostra a indivisão entre a teoria conceitual e práxis social. A teoria Crítica reunifica razão pensamento duralista que separa sujeito e objeto de conhecimento.

Teoria Crítica Ontem e Hoje

-Horkheimer apresenta nesse texto de 1970 as características de sua Teoria Crítica: filosofia e religião, teologia e revolução devem ser coadjuvantes.

A Dimensão Estética

- A arte possui um tônus revolucionário especial: não pode mudar a sociedade mas é capas de transformar a consciência daqueles que modificam o mundo. Isso porque indica um "princípio de realidade" incompatível com a coerção política e psíquica.

Energia verde para reduzir a pegada ecológica.

10:27 Posted by espeditojr



[Ecodebate] Segundo o relatório Planeta Vivo (2008) da organização WWF a populacão mundial era de 6,5 bilhões de habitantes, em 2005, e tinha uma pegada ecológica per capita de 2,7 hectares globais (gha): “Nossa pegada ecológica global excede, hoje, em cerca de 30% a capacidade de regeneração do mundo. Se nossa demanda continuar nesse mesmo ritmo, em meados de 2030 precisaremos de dois planetas para manter nosso estilo de vida”.

Diante deste quadro assustador, as perguntas que se colocam são: 1) como diminuir a pegada ecológica do mundo ao mesmo tempo em que sabemos que a população do planeta deve atingir 7 bilhões de pessoas até 2012 e 9 bilhões de habitantes em 2050?; 2) como garantir o “direito ao desenvolvimento” dos países e a geração de emprego e renda? 3) como diminuir o consumo global se o mundo tem mais de um bilhão de pessoas passando fome e alguns outros milhões na pobreza e que demandam mais educação, mais saúde, mais e melhores moradias e maior número de bens de consumo como fogão, geladeira, televisão, bicicleta, motos, carros, etc?

Evidentemente as respostas para estas perguntas complexas não são simples. Mas um caminho inicial passa necessariamente pela mudança da matriz energética e a redução da emissão dos gases de efeito estufa que provocam o aquecimento global e agravam a pegada ecológica. O uso do petróleo e do carvão (energia fóssil) é um dos componentes que mais contribui para o aumento da pegada ecológica e para a incapacidade de regeneração do Planeta. O mundo cresceu no último século explorando uma fonte de energia não-renovável e poluidora.

Porém, a Terra oferece fontes limpas, abundantes e renováveis de energia que não são utilizadas adequadamente e não afetam negativamente a pegada ecológica. A irradiação do sol fornece 10 mil vezes mais energia do que a utilizada atualmente pela humanidade. A força dos ventos sozinha é capaz de mover, com sobra, toda a economia mundial.

Diversos países já perceberam que precisam abandonar a dependência do petróleo e do carvão e precisam reduzir a emissão de CO2 e demais gases que provocam o efeito estufa e o aquecimento global. A despeito do fiasco das negociações da COP/15 em Copenhague, os investimentos em fontes alternativas de energia e no processo de descarbonização do sistema produtivo já começou.

Uma das grandes novidades na área de energia verde tem vindo da China. Segundo Thomas Friedman (NYT, 09/01/2010 – ver a referencia do artigo abaixo traduzido no Estadão) o país mais populoso do mundo pretende liderar a Revolução Verde na área de energia. Em parte, esta preocupação do governo chinês decorre de uma questão de segurança energética. Mas parece que os dirigentes chineses perceberam que a Revolução Verde na área de energia é o caminho para reduzir a emissão de CO2, gerar empregos verdes, combater a pobreza, manter o desenvolvimento econômico, elevar a qualidade de vida da população e colocar o país na liderança da economia mundial.

A China saiu do seu modelo maoista de comunas socialistas com baixíssimo consumo, para uma sociedade consumista, altamente dependente de energia fóssil e poluidora. O novo modelo chinês privilegia o desenvovimento e o consumo e, neste sentido, existe uma dúvida se o país está no limiar de uma nova era ou em uma encruzilhada, cabendo as seguintes perguntas que só poderão ser respondidas no médio e longo prazo: Será que a China conseguirá elevar o consumo da sua imensa população e reduzir a emissão de carbono e seus efeitos sobre o aquecimento global? Liderar a revolução verde no setor de energia vai contrabalançar a alta exploração dos recursos naturais? Qual será o efeito líquido do aumento simultâneo do consumo e da redução da emissão de gases de efeito estufa sobre a pegada ecológica da China? A China será a número um nesta área?

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seu primeiro discurso de Estado da União, no dia 27 de janeiro, pediu aos congressistas americanos para aprovar incentivos para o uso de energia limpa e para a economia de energia. Ele disse: “A nação que liderar o uso de energias limpas estará à frente da economia global, e os Estados Unidos têm que ser esta nação”.

Evidentemente a Revolução Verde no setor de energia limpa não é uma panacéia contra o aquecimento global e a degradação ambiental. Diversas outras ações são necessárias no sentido de evitar o desperdício, tratar e aproveitar o lixo, aumentar a eficiência energética e o uso de matérias-primas na produção e no modo de vida, reduzir o consumo supérfluo, incentivar a alimentação orgânica e vegetariana, etc. No entando, não resta dúvida que a substituição da energia fóssil pela energia renovável e não emissora de CO2 será fundamental para a redução da pegada ecológica quer seja na China, nos Estados Unidos ou em qualquer outro país do mundo.

Artigo de: José Eustáquio Diniz Alves

Chico Mendes

19:03 Posted by espeditojr


Pobre e iletrado, o pai de Chico Mendes ganhava a vida extraindo látex das seringueiras na floresta amazônica. Aos nove anos, o garoto Francisco Alves Mendes Filho também entrou para a profissão de seringueiro: era sua única opção, já que lhe foi negada a oportunidade de estudar. Até 1970, os donos da terra nos seringais não permitiam a existência de escolas. Chico só foi aprender a ler aos 20 anos de idade.Indignado com as condições de vida dos trabalhadores e dos moradores da região amazônica, tornou-se um líder do movimento de resistência pacífica. Defensor da floresta e dos direitos dos seringueiros, ele organizou os trabalhadores para protegerem o ambiente, suas casas e famílias contra a violência e a destruição dos fazendeiros, ganhando apoio internacional.Fundou o movimento sindical no Acre em 1975, com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Participando ativamente das lutas dos seringueiros para impedir desmatamentos, montou o Conselho Nacional de Seringueiros, uma organização não-governamental criada para defender as condições de vida e trabalho das comunidades que dependem da floresta.Chico Mendes também atuou na luta pela posse da terra contra os grandes proprietários, algo impossível de se pensar na região amazônica até os dias de hoje. Dessa forma, entrou em conflito com os donos de madeireiras, de seringais e de fazendas de gado.Participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, em 1977, e foi eleito vereador para a Câmara Municipal local, pelo MDB, único partido de oposição permitido pela ditadura militar que governava o país (1964-1985). Nessa época, Chico sofreu as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros. Ao mesmo tempo, começou a enfrentar vários problemas com seu próprio partido: o MDB não era solidário às suas lutas. Em 1979, o vereador Chico Mendes lotou a Câmara Municipal com debates entre lideranças sindicais, populares e religiosas. Lembre-se: era tempo de ditadura militar. Foi acusado de subversão e passou por interrogatórios nada suaves. Foi torturado secretamente e, como estava sozinho nessa luta, não podia denunciar o fato, ou seria morto.Foi assim, em busca de sustentação política, que decidiu ajudar a criar o Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se seu dirigente no Acre. Um ano depois de ser torturado, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, acusado de ter participado da morte de um fazendeiro na região que assassinara o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia.Em 1982, tornou-se presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Xapuri e foi acusado de incitar posseiros à violência, mas foi absolvido por falta de provas.Quando liderou o Encontro Nacional dos Seringueiros, em 1985, a luta dos seringueiros começou a ganhar repercussão nacional e internacional. Sua proposta de "União dos Povos da Floresta", apresentada na ocasião, pretendia unir os interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazônica. Seu projeto incluía a criação de reservas extrativistas para preservar as áreas indígenas e a floresta, e a garantia de reforma agrária para beneficiar os seringueiros.Transformado em símbolo da luta para defender a Amazônia e os povos da floresta, Chico Mendes recebeu a visita de membros da Unep (órgão do meio ambiente ligado à "Organização das Nações Unidas), em Xapuri, em 1987. Lá, os inspetores viram a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros, tudo feito com dinheiro de projetos financiados por bancos internacionais. Logo em seguida, o ambientalista e líder sindical foi convidado a fazer essas denúncias no Congresso norte-americano. O resultado dessa viagem a Washington foi imediato: em um mês, os financiamentos aos projetos de destruição da floresta foram suspensos. Chico foi acusado na imprensa por fazendeiros e políticos de prejudicar o "progresso do Estado do Acre". Em contrapartida, recebeu vários prêmios e homenagens no Brasil e no mundo, como uma das pessoas de mais destaque na defesa da ecologia.Casado com Ilzamar e pai de Sandino e Elenira, Chico realizaria alguns de seus sonhos, ao assistir à criação das primeiras reservas extrativistas no Acre. Também conseguiu a desapropriação do Seringal Cachoeira, de Darly Alves da Silva, em Xapuri. Foi quando as ameaças de morte se tornaram mais frequentes: Chico denunciou o fato às autoridades, deu nomes e pediu proteção policial. Nada conseguiu.Pouco mais de um ano após sua ida ao Senado dos Estados Unidos, o ativista acabava de completar 44 anos quando foi assassinado na porta de sua casa. Em 1990, o fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho, Derli, foram julgados e condenados a 19 anos de prisão, pela morte de Chico Mendes.Em dezembro de 2008, vinte anos depois de sua morte, por decisão do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 11 de fevereiro de 2009, Chico Mendes foi anistiado em todos os processos de subversão que corriam contra ele, e sua viúva Ilzamar Mendes teve direito a indenização. Na ocasião, o ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou: "Chico Mendes era um homem à frente de seu tempo, um homem que construiu um amplo processo civilizatório. Hoje, o estado está pedindo desculpas pelo que fez com ele. Chico Mendes foi importante para o Acre e para o Brasil."
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u633.jhtm